Sexta-feira, 20 de Outubro de 2006

 

 

 

Lá fora o vento sopra, com ele

Arrasta gemidos de dor,

Plasmados no ar..

Perduram das bocas os lamentos

Abafados dos Seres, fazendo eco no tempo,

Com sulcos esculpidos na face, das lágrimas avinagradas

Que brotam sem querer…

Outros de miasmas amordaçados de mal dizer,

Outros ainda de faces cerradas

Como dia sem sol, na penumbra encarcerados,

No tempo intemporal, onde o silêncio

Impera, e o grito abafado,

Num sorriso disfarçado,

Contendo qualquer gesto de amor…

E…assim,

Travando o assolar de Sua existência.

 



publicado por Cöllyßry às 17:57
Ou de como o tempo interfre com o nosso sentir! Hoje está sol. Escreverias o mesmo poema?
soaresesilva a 28 de Outubro de 2006 às 15:18

Olá querida amiga...O tempo interfere sim em nós, porque nós interferimos com o tempo...
Altero o vento que trás os lamentos de dor, com o sol abrasador que queima no dito Outono e deixa no ar…o prenuncio de…
Escreveria sim…
Deixo meu doce beijo,Cõllybry
Cöllyßry a 28 de Outubro de 2006 às 16:03

Em poesia palavra escrita que rompe em grito expressa num rabisco, a dor e saudade… O infinito… Descreve o amor ausente e presente, perpétuo e passageiro... Todo o sentir que imana no corpo e, Na Alma, da gente...
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